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B1
2021-2024
quadriênio
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Revisões e Reflexões sobre o Meio Ambiente | Vol. 5 Núm. 5 (2023)
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PhD in Human Geography, lecturer and researcher in the Geography Department and Centre for Policy Analysis, both from the Faculty of Arts and Social Sciences of the Eduardo Mondlane University in Maputo, Mozambique. Currently, working as a post-doctoral researcher at the School of Geography, University College Dublin, Ireland, under the project SYNERGI (SociallY INclusive Edible URban Green Infrastrucure). The project examines the nature and typologies of Edible Urban Green Infrastructures (UGI) and its relevance for urban food security, climate change resilience and social inclusion. The research is being carried out in two Mozambican cities, namely Maputo and Xai-Xai.
Departamento de Geografia
Faculdade de Letras e Ciências Sociais
##plugins.themes.gdThemes.publishedIn## noviembre 26, 2023
R E S U M O
Uma das principais características das sociedades contemporâneas é o progresso imparável da urbanização e dos seus efeitos sobre a sociedade e o espaço, em particular sobre o clima. Moçambique não é uma excepção. Porém, a relação entre urbanização e mudanças climáticas, não pode ser discutida sem uma análise conceptual e crítica sobre o significado do fenómeno urbano, por um lado, e, as experiências desiguais de urbanização entre o Sul e o Norte Global, por outro lado. Com base na revisão da literatura o artigo argumenta que é forçoso partir-se de uma base conceptual crítica e focos empíricos concretos para estudar a relação entre urbanização e mudanças climáticas, quer a escala global (macro), regional ou nacional (meso) e local ou urbana (micro). Conclui-se neste estudo que a recorrente associação entre urbanização e mudanças climáticas não deve ser generalizada. Como consequência do mero aumento de pessoas que é a caraterística dominante do urbanismo e da urbanização no contexto de países do Sul Global como Moçambique, a contribuição destes espaços e dos seus países em termos de gases de efeito de estufa responsáveis pelas mudanças climáticas tem sido e ainda permanece relativamente baixa. Em contrapartida, o efeito combinado do rápido crescimento demográfico urbano e em muitos casos a falta de planeamento, bem como implementação ineficaz de instrumentos de planeamento urbano, têm sido determinantes para a elevada vulnerabilidade dos espaços urbanos em Moçambique e na generalidade do Sul Global aos eventos extremos climáticos.