Meio Ambiente (Brasil)

Periódico de Acesso Aberto

QUALIS-CAPES

B1

2021-2024
quadriênio

Idioma

Meio Ambiente (Brasil)

e-ISSN: 2675-3065 | ISSN: 2675-3065


Resumo

DOI

Os ecossistemas florestais e ecorregiões angolanas têm sofrido grande pressão devido ao uso excessivos dos recursos e ocorrência de incêndios, resultando em alteração do uso do solo e crescente taxa de desflorestação; além disso, as áreas e recursos florestais foram pouco estudadas. Esta pesquisa analisou a dinâmica florestal das ecorregiões e ecossistemas angolanos. Primeiro, em ambiente de SIG open source, foram digitalizados e georreferenciados mapas temáticos antigos de cariz florestal. Seguidamente, foi analisada a dinâmica florestal entre 2001-2020; estes dados foram relacionados com aqueles para a actualização dos mapas florestais. Por delineamento experimental em blocos casualizados, cada ecossistema e ecorregião foi considerando um bloco heterogéneo, onde foram estudadas: superfície de ocupação (ha), área florestal anual (ha), perda de área florestal anual (ha) e ganho de área florestal anual (ha). A percentagem de cobertura do dossel considerada foi de 10. Os resultados apontam que nos últimos 20 anos, com excepção aos Prados Zambeziano Ocidental e Inundados Zambezianos, as demais ecorregiões registaram perdas consideráveis de área florestal. Entretanto, maiores perdas e ganho de área florestal foram observados no Miombo, no Mosaico de Floresta-Savana Congolesa Meridional e na Mata de Baikiaea Zambeziana, devido à grande área coberta por estas ecorregiões. O ano 2013 foi que maior perda de área florestal (12,5%) registou e o ano 2015 foi o período com menor registo de perda (1,2%).

Referências

  • Amaral, L. D. P. (2008). Uso de técnicas de geoprocessamento na determinação das áreas de preservação permanente.
  • Barbosa, L. A. G. (1970) Carta fitogeográfica de Angola. Oficinas Gráficas de Angola, Luanda: Instituto de Investigação Científica de Angola.
  • Bertin, J., (2011). Semiology of Graphics, Esri Press, Redlands, USA. ISBN 978-1-58948-261-6.
  • Bohrer, C. B. de A. (2004). Vegetação Paisagem Planeamento e uso da Terra. Universidade federal Fluminense nº4.
  • Burgess, N., Hales, J. D., Underwood, E. et al. (2004). Terrestrial Ecoregions of Africa and Madagascar a Conservation Assessment. Island Press, Washington DC, 499 pp.
  • Campbell, B.; Frost, P.; Byron, N. (1996). Miombo woodlands and their use: overview and key issues. p. 1-10. In: B. Campbell. The Miombo in Transition: Woodlands and Welfare in Africa. CFIOR, Bogor.
  • Cerqueira, E. C. (2003) SIG aplicado à Análise Sócio-Econômica para Fins Ambientais: O Caso da Bacia do Rio do Cobre, Ba, disponível http://www.cartografia.org.br/xxi_cbc/090-SG26.pdf, capturado 06-2004.
  • Dala, A. F.; Quissindo, I. A.B.; Bornot, Y.O. (2018) Evaluación de tasas de desforestación en el Municipio de Buco Zau (Cabinda) entre 2000-2017 usando datos del Sensor Landsat. Revista digital de Medio Ambiente “Ojeando la agenda”. ISSN 1989-6794, Nº 55 septiembre.
  • Dewees, P. A., B. M. Campbell, Y. Katerere, A. Sitoe, A. B. Cunningham, A. Angelsen e S. Wunder. (2010) Managing the miombo woodlands of Southern Africa: policies, incentives and options for the rural poor. Journal of natural resources policy research, 2 (1): 57-7
  • FAO (2002) Caracterização da colheita florestal. Cabinda: s.n., 2002. Vol 1, P 33.
  • Halmy, M. W. A., Gessler, P. E., Hicke, J. A., & Salem, B. B. (2015). Land use/land cover change detection and prediction in the north-western coastal desert of Egypt using Markov-CA. Applied Geography, 63, 101-112.
  • Huntley, B. J., Russo, V., Lages, F., & Almeida, N. (2019). Angola, um perfil: fisiografia, clima e padrões de biodiversidade. Biodiversidade de Angola. Ciência e Conservação: Uma Síntese Moderna. Arte e Ciência, Porto.
  • INE (2014) Recenciamento geral da população e da habitação de Angola. Luanda: INE.
  • Kussumua, S. F., & Quissindo, I. A. B. (2020) Análise da área florestal e do uso do solo da floresta de miombo angolano entre 2001-2018. Revista Eletrónica KULONGESA–TES, 2(2), 181-192.
  • Lupala, Z. J. (2009) The impact of participatory forest management on Miombo woodland tree species diversity and local livelihoods-a case study of Bereku Miombo woodland, Babati district, Tanzania. Second cycle, A2E. Uppsala: SLU, Swedish Biodiversity Centre.
  • Malimbwi, R., Chidumayo, E., Zahabu, E.,Kingazi,S., Misana, S. Luoga, E. and Nduwamungu, J. (2010) Woodfuel. In Gumbo and Chidomayo (eds), The Dry Forests and Woodlands of Africa:Managing for Products and Services, pp: 155-177, Center for International Forestry Research, UK.
  • Mateus, O., Callapez, P. M., Polcyn, M. J., Schulp, A. S., Gonçalves, A. O., e Jacobs, L. L. (2019). O registo fóssil da biodiversidade em Angola ao longo do tempo: uma perspectiva paleontológica. Biodiversidade de Angola: Ciência e Conservação-Uma Síntese Moderna.
  • Mendelsohn, J., Weber, B. (2015). Moxico: An Atlas and Profile of Moxico, Angola. Raison, Windhoek, 44 pp.
  • MINAGRI/IDF. (2017). Resultados Preliminares. Inventário Florestal Nacional. IFN-Angola-2015.
  • Ministério do Urbanismo e Ambiente (MINUA). (2006) Primeiro Relatório Nacional para a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica. Projeto 00011125 – Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (NBSAP). República de Angola.
  • Monteiro, M. J. A. F. P. (2014). Mapeamento e modelação da diversidade avifaunistica em Angola (Doctoral dissertation, ISA).
  • Moreira, A. G. (2006) O alumínio nos solos de Angola. In: I. Moreira (ed.) Angola: Agricultura, Recursos Naturais e Desenvolvimento. ISAPress, Lisboa, pp. 121‑ 143.
  • Nema, Pragya; Nema, R. K.; Rangnekar, Saroj. (2002) A current and future state of art development of hybrid energy system using wind and PV-solar: A review. RenewableandSustainableEnergyReviews, 13.8: 2096-2103.
  • Palacios, G., et al. (2015) Spatial Dynamic and Quantification of Deforestation and Degradation in Miombo Forest of Huambo province between 2002-2015. SASSCAL project. Huambo. 182pp.
  • PNUD. (2012). Relatório de desenvolvimento humano 2011 – Sustentabilidade e equidade: Um futuro melhor para todos. Nova Iorque: PNUD.
  • Priego, Á., Cotler, H., Fregoso, A., Luna, N., & Enríquez, C. (2004). La dinámica ambiental de la cuenca Lerma-Chapala. Gaceta ecológica, (71), 23-38.
  • Quartin, V. L.; Quissindo, I. A. B.; Elizalde, D. (2017). Thirteen years of deforestation in Huambo. SASSCAL Newsletter, June 2017. Volume 2. Issue 2.
  • Quissindo, I. A. B.; Quartin, V. L. (2018) Aplicação de sensores multiespectrais para a tipificação de floresta de Miombo no município de Bailundo (Huambo-Angola). XXVIII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) - 18-20 Julho 2018. UMN: Lubango. ISBN: 978-989-8271-19-8. pp. 115-126.
  • Revermann, R., e Finckh, M. (2001) Levantamento da vegetação, classificação e mapeamento em Angola.
  • Romero, M. M., Figueira, R., Duarte, M. C., Beja, P., Darbyshire, I. (2014) Documenting biogeographical patterns of African timber species using Herbarium records: a conservation perspective based on native trees from Angola. PLoS ONE, 9, e103403.
  • Russo, V., Huntley, B. J., Lages, F., e Ferrand, N. ( ) Conclusões: investigação da biodiversidade e oportunidades de conservação.
  • Ryan, C. M., Pritchard, R., McNicol, I., Owen, M., Fisher, J. A., e Lehmann, C. (2016) Ecosystem services from southern African woodlands and their future under global change. Phil. Trans. R. Soc. B, 371 (1703), 2015031.
  • Sanfilippo, M. (2014) Trinta árvores e arbustos do Miombo Angolano. Guia de campo para a identificação. Angola: ONG COSPE (Cooperazione per lo Sviluppo ei Paesi Emergenti). [Consulta: 3 septiembre 2020].
  • Sangumbe, L. M., e Pereira, E. A. (2014) Recuperación de las áreas degradadas de la formación de miombo. Revista Forestal Baracoa, 33 (Especial), 566- 573. Obtido em 10/12/2018.
  • Santos, P. G., Bertol, I., Campos, M. L., Neto, S. L., Mafra, Á. L. (2012) Classificação de terras segundo sua capacidade de uso e identificação de conflito. Revista de Ciências Agroveterinárias, p. 146-157.
  • Schneibel, A., Stellmes, M., Revermann, R., & Finckh, M. (2013). Agricultural expansion during the post-civil war period in southern Angola based on bi-temporal Landsat data. Biodiversity and Ecology, 5, 311-320.
  • Sileshi, G., Akinnifesi, F. K., Ajayi, O. C., Chakeredza, S., Kaonga, M., & Matakala, P. W. (2007). Contributions of agroforestry to ecosystem services in the Miombo eco-region of eastern and southern Africa. African journal of environmental science and technology, 1(4), 68-80.
  • Skelton, P. H. (2019) Os peixes de água doce de Angola. In: B. J. Huntley, V. Russo, F. Lages, N. Ferrand (eds.) Biodiversidade de Angola. Ciência e Conservação: Uma Síntese Moderna. Arte e Ciência, Porto
  • World Wildlife Nature (WWF) Conservation Science: Ecoregions. Acessado em: Agosto 2021. Disponível em: http://www.worldwildlife.org/science/ecoregions.cfm.