Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Planejamento e Aplicações ao Meio Ambiente | v. 5 n. 1 (2023)
Venâncio Epalanga Caquarta Sérgio Fernando Kussumua Isaú Quissindo
Informações do autor
Informações do autor
Informações do autor
Publicado em janeiro 04, 2023
Os ecossistemas florestais e ecorregiões angolanas têm sofrido grande pressão devido ao uso excessivos dos recursos e ocorrência de incêndios, resultando em alteração do uso do solo e crescente taxa de desflorestação; além disso, as áreas e recursos florestais foram pouco estudadas. Esta pesquisa analisou a dinâmica florestal das ecorregiões e ecossistemas angolanos. Primeiro, em ambiente de SIG open source, foram digitalizados e georreferenciados mapas temáticos antigos de cariz florestal. Seguidamente, foi analisada a dinâmica florestal entre 2001-2020; estes dados foram relacionados com aqueles para a actualização dos mapas florestais. Por delineamento experimental em blocos casualizados, cada ecossistema e ecorregião foi considerando um bloco heterogéneo, onde foram estudadas: superfície de ocupação (ha), área florestal anual (ha), perda de área florestal anual (ha) e ganho de área florestal anual (ha). A percentagem de cobertura do dossel considerada foi de 10. Os resultados apontam que nos últimos 20 anos, com excepção aos Prados Zambeziano Ocidental e Inundados Zambezianos, as demais ecorregiões registaram perdas consideráveis de área florestal. Entretanto, maiores perdas e ganho de área florestal foram observados no Miombo, no Mosaico de Floresta-Savana Congolesa Meridional e na Mata de Baikiaea Zambeziana, devido à grande área coberta por estas ecorregiões. O ano 2013 foi que maior perda de área florestal (12,5%) registou e o ano 2015 foi o período com menor registo de perda (1,2%).