Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Meio Ambiente e Experimentações | v. 5 n. 4 (2023)
Severino de Carvalho Juciely Gomes da Silva Rayane Ellen de Oliveira Jerônimo Lucy Gleide da Silva Severino Moreira da Silva Camila Firmino de Azevedo
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Publicado em outubro 31, 2023
O Brasil possui uma gama de diversidade vegetal com atividade farmacológica, as plantas medicinais. Estudar as formas de uso dessas espécies é necessário para o desenvolvimento da agricultura e de produtos fitoterápicos de qualidade. Desta forma, este trabalho teve como objetivo a realização de uma pesquisa etnobotânica com agricultores familiares da região de Campina Grande-PB sobre produção e uso das plantas medicinais. O estudo se realizou por meio de entrevistas a partir da aplicação de questionário semiestruturado. Foram entrevistados 104 agricultores, destes, 49% eram produtores há mais de 20 anos, e constatou-se que as plantas medicinais mais cultivadas foram: Capim santo (Cymbopogon citratus) (77%), babosa (Aloe vera) (65%) e hortelã-graúda (Plectranthus amboinicus) (65%). Da produção, 9% eram destinadas à venda, 98% consumo, 15% controle de doenças em animais e 16% controle de doenças e pragas na produção vegetal. Em relação ao uso, o boldo foi a planta mais citada para uso em humanos, a babosa foi a espécie mais citada para o tratamento de doenças em animais e o cravo de defunto para o controle de nematóides na produção. O uso de plantas medicinais representa uma alternativa sustentável e prática para as comunidades rurais, surgindo assim a necessidade de ações de visem a disseminação desses conhecimentos e o fortalecimento da produção.