Reutilização de Sulfato de Alumínio recuperado a partir do lodo de ETE – Estação de Tratamento de Efluentes

Laura Gentelini Grotto, Vinícius Lemos Menegoni, Cauana Schumann, Carla Kereski Ruchel

Resumo


O lodo é classificado como um resíduo perigoso, dessa forma, é necessário um método que vise a reutilização do lodo de uma maneira alternativa e eficiente, visando um melhor destino final a esse poluente, reduzindo os danos ambientais, além de reduzir a carga presente nos aterros industriais e, consequentemente, minimizar o risco de passivos ambientais. Por isso, o objetivo foi recuperar o sulfato de alumínio, a partir do lodo oriundo do processo de tratamento de efluentes, para que o mesmo possa ser reutilizado nesse processo. A metodologia consistiu na caracterização do lodo, caracterização do efluente, recuperação do coagulante, ensaios de coagulação, comparação entre o coagulante obtido e o comercial. A comparação entre o coagulante recuperado e o comercial foi realizada avaliando os seguintes parâmetros no efluente tratado: redução da turbidez, remoção de íons Cu2+ e Pb2+ e alteração do pH. Os resultados apontam que o coagulante pode ser recuperado a partir do lodo residual e pode ser recuperado também a partir do lodo gerado no tratamento já com um coagulante recuperado, o que indica que é um processo que pode ser realizado mais de uma vez. Além disso, ensaios de coagulação mostraram que o coagulante obtido mantém sua eficiência para ser reutilizado no processo de tratamento de efluentes e que obteve características muito semelhantes ao mesmo efluente tratado com o sulfato de alumínio comercial. Portanto, a reutilização do lodo evita os impactos ambientais, além de conservar as fontes dos recursos naturais, sendo uma alternativa para a destinação final desse resíduo.


Palavras-chave


Lodo; Sulfato de Alumínio; Tratamento de Efluentes.

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